Volkswagen Virtus: 5 versões usadas que valem a pena a partir de R$ 70 mil


Quem ainda prefere um sedã a um SUV tem no Volkswagen Virtus uma opção de compra interessante: lançado em novembro de 2017 e reestilizado em fevereiro de 2023, o modelo tem variada oferta de versões, usadas e seminovas, à venda no mercado.
Um dos maiores trunfos do Virtus é o espaço interno: o entre-eixos longo, de 2,65 metros, assegura um vão espaçoso para as pernas dos passageiros do banco traseiro, enquanto o porta-malas, de 521 litros, acomoda a bagagem de toda a família. Outra vantagem é que, apesar das medidas internas generosas, a carroceria não tem porte exagerado e facilita a vida dos proprietários que residem em grandes cidades. O comprimento é de 4,56 m, a largura fica em 1,75 m e, a altura, em 1,48 m.
A gama do Volkswagen Virtus inclui versões com propostas variadas, com diferentes motorizações e equipamentos, mas qual delas é mais vantajosa para quem busca uma boa opção usada ou seminova? Confira 5 alternativas bem diferentes entre si, capazes de atender a diferentes gostos.
1. Virtus 1.6 MSI 2021 – a partir de R$ 70 mil
Volkswagen Virtus MSI tem motor 1.6 aspirado com câmbio manual ou automático
Divulgação/Volkswagen
Eis aqui a opção para aqueles consumidores mais conservadores, que preferem carros de mecânica simples, sem sobrealimentação ou injeção direta. Entre 2017 e 2022, a versão de entrada era chamada simplesmente de MSI, em alusão ao motor 1.6 16V de aspiração natural, capaz de desenvolver, com gasolina, 110 cv de potência e 15,8 kgfm de torque. Com etanol, os números saltam para 117 cv e 16,5 kgfm. O Volkswagen Virtus MSI oferecia tanto o câmbio manual de cinco marchas quanto o automático de seis.
Apesar de ser a mais apagada da gama em termos de desempenho, essa motorização não chega a fazer feio, com um tempo de aceleração de zero a 100 km/h informado pelo fabricante de 9,8 segundos para a configuração manual. O automático levou 11,5 s para fazer o mesmo teste na pista da Autoesporte. Tampouco o consumo é ruim: o PBEV indica, com gasolina, que o Virtus MSI alcança médias de 11,9 km/l na cidade e de 13,8 na estrada; com etanol, são 8,2 km/l e 9,5 km/l nos dois tipos de trajeto, na ordem.
Todavia, por se tratar da mais básica das versões da linha, a oferta de equipamentos resume-se ao essencial. Há quatro airbags, direção elétrica, ar-condicionado manual e vidros elétricos nas quatro portas, porém itens como rodas de liga leve, sensores de ré e até central multimídia eram opcionais, embora sejam fáceis de encontrar. No Mercado Livre, há unidades do ano-modelo 2021, com caixa manual, por preços a partir de R$ 70 mil.
2. Virtus Comfortline 2020 – a partir de R$ 78 mil
Volkswagen Virtus Comfortline tem rodas aro 16 e descarta os LEDs de rodagem do Highline (foto)
Divulgação
A Comfortline é a opção intermediária no leque de versões do Virtus, mas compartilha o conjunto mecânico com a Highline. Ou seja, o motor 1.0 turbo é o 200 TSI, com 116 cv de potência com gasolina e 128 cv com etanol, enquanto o torque é sempre de 20,4 kgfm, e o câmbio é automático de seis marchas. De acordo com o teste de pista da Autoesporte, é o suficiente para realizar acelerações de zero a 100 km/h em 10 s, quase o mesmo dos 9,9 s divulgados oficialmente pela VW.
Já o consumo, com base nas informações do PBEV, é de 11,2 km/l na cidade e de 14,6 m/l na estrada, com gasolina. Nesses mesmos tipos de percurso, com etanol no tanque, as médias vão para 7,8 km/l e 10,2 km/l, respectivamente.
Por outro lado, ao menos quando chegou ao mercado, o pacote de equipamentos estava mais para a versão básica MSI. O Virtus Comfortline vinha de série com quatro airbags, direção elétrica, ar-condicionado manual, central multimídia e rodas de liga leve de 15 polegadas. Após a reestilização, itens como chave presencial e ar-condicionado digital, além de rodas de 17 polegadas, central multimídia com tela maior, de 10 polegadas, e airbags do tipo cortina foram incluídos na lista. Por cerca de R$ 78 mil, já é possível encontrar unidades do modelo 2020 no Mercado Livre. Já o facelift exigirá cerca de R$ 90 mil para carros a partir de 2023, ano em que foi lançado o Virtus reestilizado.
3. Virtus 170 TSI 2023 – a partir de R$ 85 mil
Volkswagen Virtus faz 12,5 km/l no ciclo urbano
Autoesporte/André Paixão
A proposta do VW Virtus 170 TSI é semelhante à do MSI: ambas são versões de entrada, só que a primeira substituiu a segunda a partir da linha 2023. E, como o nome já diz, há uma mudança importante sob o capô.
No lugar do motor 1.6 16V, há o conhecido 1.0 turbo de três cilindros da fabricante, que, nessa configuração menos potente, desenvolve 109 cv com gasolina e 116 cv com etanol. O melhor, no entanto, é o torque de 16,8 kgfm a apenas 1.750 rpm. Cabe ressaltar que esse propulsor tem boa fama no mercado. Outro ponto em comum com a extinta versão TSI é a disponibilização tanto do câmbio manual de cinco marchas quanto do automático de seis.
Quando o assunto é consumo, o Virtus 170 TSI vai muito bem. Segundo a tabela do PBEV, a versão manual faz, com gasolina, 12,5 km/l na cidade e 15,4 km/l na estrada, enquanto, com etanol, os índices são, respectivamente, de 8,9 km/l e de 10,8 km/l. O automático, logicamente, tem médias um pouco piores, mas ainda bastante satisfatórias: 12,1 km/l em percursos urbanos e 14,8 km/l em trajetos rodoviários, com gasolina, ou 8,4 km/l e 10,5 km/l com etanol, nas mesmas circunstâncias.
A Volkswagen divulga um tempo de aceleração de zero a 100 km/h de 10,4 s para as unidades equipadas com a caixa automática. Na pista da Autoesporte, a configuração com caixa manual fez a prova em 10,8 s.
No 170 TSI, a lista de equipamentos é mais generosa que no MSI: há 6 airbags, frenagem automática pós-colisão, sensores de ré, faróis e lanternas de LED, assistente de partida em rampa, rodas de alumínio de 15 polegadas, carregador do celular por indução, central multimídia com tela de 6,5 polegadas e painel de instrumentos digital com tela de 8 polegadas. No Mercado Livre, é possível encontrar o modelo 2023 automático por preços na casa de R$ 85 mil.
4. Virtus Highline 2023 – a partir de R$ 99 mil
Versão Highline do Volkswagen Virtus concilia bom pacote de equipamentos e motor 1.0 turbo
Divulgação/Volkswagen
A Highline é a mais completa entre as versões do Volkswagen Virtus equipadas com o motor 200 TSI, variante mais potente do 1.0 turbo de três cilindros, combinação que, por si só, já a torna atrativa. Presente na linha desde o lançamento até a atualidade, essa opção desenvolve 116 cv de potência com gasolina e 128 cv com etanol, além de 20,4 kgfm com ambos os combustíveis. O câmbio é automático de seis marchas.
De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o consumo de um VW Virtus Highline abastecido com gasolina fica em torno de 11,2 km/l na cidade e de 14,6 km/l na estrada. Com etanol no tanque, são, respectivamente, 7,8 km/l e 10,2 km/l. E a aceleração de zero a 100 km/h é de 10 s, de acordo com a aferição da Autoesporte. Ou seja, o sedã anda bem sem gastar demais.
O pacote é formado por airbags frontais e laterais, chave presencial, rodas de 16 polegadas, ar-condicionado digital, central multimídia e sensores de ré e assistente de partida em rampa. Sensores de chuva e crepuscular, detector de fadiga, bancos em material que imita couro e painel de instrumentos digital com tela de 10 polegadas eram inicialmente opcionais, mas já vêm de série no modelo reestilizado, que ainda acrescenta rodas de 17 polegadas, central multimídia com tela maior, de 10 polegadas, e airbags do tipo cortina. As ofertas de exemplares 2023 no Mercado Livre partem de valores ao redor de R$ 103 mil.
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5. Virtus GTS 2021 – a partir de R$ 105 mil
Mercânica da versão esportiva GTS do Volkswagen Virtus foi herdada pela Exclusive
Divulgação/Volkswagen
Essa é para quem gosta de desempenho: a mais esportiva das versões do Volkswagen Virtus chegou ao mercado em fevereiro de 2020, mas durou pouco. Em 2023, acabou sendo substituída pela Exclusive, que manteve a mesma mecânica, porém adotou um ar mais sóbrio. Por sua vez, a GTS tem visual agressivo, com grade com trama hexagonal e faróis específicos. O motor 1.4 turbo entrega 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque tanto com gasolina quanto com etanol. O câmbio é sempre automático, de seis marchas, com paddle-shifters e acerto específico, extensivo à suspensão e à direção.
A Volkswagen informa uma aceleração de zero a 100 km/h em 8,7 s, porém, no teste da Autoesporte, ele fez a prova em somente 8,2 s. Além de rápido, o GTS não faz feio em consumo: as médias registradas no PBEV, com gasolina, são de 11,9 km/l na cidade e de 14,7 km/l na estrada. Já com etanol, os índices vão para 8,0 km/l no ciclo urbano e 10 km/l no rodoviário.
A bola fora da lista de equipamentos é a oferta de apenas quatro airbags. Por outro lado, há faróis de LED, chave presencial, ar-condicionado digital, frenagem automática pós-colisão, assistente de partida em rampa, rodas de 17 polegadas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, detector de fadiga, retrovisor interno eletrocrômico, sensores de chuva e crepuscular, central multimídia com tela de 8 polegadas e painel de instrumentos digital com tela de 8 polegadas, além de bancos esportivos. Vendedores anunciam exemplares de 2021 no Mercado Livre por preços a partir de R$ 105 mil.
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