SP testa IA do Google para criar onda de faróis verdes; entenda projeto


O setor de transportes rodoviários está entre os principais responsáveis pelas emissões de poluentes nas áreas urbanas, o que tem impulsionado a busca por alternativas para reduzir os impactos ambientais na mobilidade. Embora a eletrificação da frota seja uma das principais estratégias adotadas, iniciativas voltadas à gestão do trânsito também têm ganhado espaço. Entre elas está o “Green Light” (Sinal verde), adotado há cerca de dois meses em São Paulo.
Através de IA, o projeto utiliza a sincronização de semáforos para melhorar o fluxo de veículos e reduzir as emissões associadas ao tráfego, principalmente relacionadas ao “anda e para”, muito frequente nas grandes cidades brasileiras.
Rio de Janeiro foi a primeira cidade no Brasil a receber o “Green Light”
Divulgação
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O que é e como funciona o “Green Light”
Criado em 2023, a proposta pensada pelo Google, e que há dois meses tem parceria do CET (Companhia de Tráfego Paulista) e da Profram (Empresa de Tecnologia da Informação de SP), tem como principal objetivo regular e melhorar a temporização dos semáforos das cidades de acordo com a movimentação de veículos na via. A ideia é diminuir as paradas e, consequentemente, emissão de poluentes na retomada da aceleração.
Através de IA, os semáforos são capazes de identificar movimentações de trânsito, como padrões de partida e parada, tempos médios de espera no sinal vermelho e coordenação entre cruzamentos adjacentes. Além disso, podem criar recomendações inteligentes para engenheiros de tráfego urbano, que em apenas 5 minutos podem fazer alterações nas vias, utilizando as políticas e ferramentas já existentes na cidade.
É importante destacar que os profissionais são os responsáveis pela decisão de mudanças, podendo optar por acatar ou não as sugestões feitas pela inteligência artificial.
Projeto “Green Light” projeta uma onda se sinais verdes em áreas de cruzamentos adjacentes
Divulgação
Segundo a plataforma, os primeiros resultados dos testes indicam um potencial de redução de até 30% nas paradas e 10% nas emissões de gases de efeito estufa, causados pela otimização do tráfego com uma onda de sinais verdes.
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Vale ressaltar que para avaliar as necessidades individuais de cada local e para medir o impacto, o projeto conta com um painel de controle que fornece recomendações práticas específicas para cada cidade, mostrando as tendências que as sustentam, com a opção de aceitar ou rejeitar a sugestão, além de relatórios de análise dos resultados.
Onde o “Green Light” já existe?
Ao todo, o “Green Light “ está em funcionamento em 20 cidades, incluindo países como Índia, Alemanha, Israel e Estados Unidos. No Brasil a iniciativa teve seu piloto feito em 2023 no Rio de Janeiro e, atualmente, além da capital fluminense, está presente nas cidades de São Paulo, Campinas e São Caetano do Sul.
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