Por que carros elétricos estão aumentando índices de atropelamento?


O que era cogitado no passado, pode estar se tornando realidade. Mas do que exatamente estamos falando? Dos carros elétricos aumentarem o número de atropelamentos nas cidades, porque os pedestres não escutam o barulho do automóvel se aproximando. E um estudo da Associação Alemã de Seguradoras (UDV), divulgado pela publicação Bild, indica que isso está acontecendo na Europa.
O cenário se agrava em velocidades menores, abaixo de 30 km/h, quando não é possível ouvir quase nada do barulho de rodagem dos pneus. Além disso, o som emitido pelos motores para simular um carro a combustão, algo que é obrigatório na Europa desde 2019, pode ser mais baixo do que o ideal, aumentando os riscos.
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte.
A UDV também notou que o maior volume de atropelamentos acontece em curvas e em horários de baixa luminosidade, seja de noite, no amanhecer ou no entardecer: “Nosso estudo confirma indícios de que os pedestres têm mais dificuldade em perceber carros elétricos nessas situações”, disse Kirstin Zeidler, diretora da UDV.
Os pesquisadores da associação pretendem estudar mais a fundo esses padrões específicos de atropelamentos envolvendo carros elétricos. As informações divulgadas até agora usam como base 500 acidentes graves que estavam computados no banco de dados das seguradoras. Porém, não há indicação do intervalo em que esses acidentes aconteceram.
A UDV também comparou carros elétricos com modelos similares equipados com motor apenas a combustão para entender mais sobre o assunto. Então, a associação comparou a carroceria de um hatch elétrico com um hatch a combustão e seguiu com esse movimento em diversos segmentos para saber mais sobre as diferenças em cada uma delas.
Carro elétrico é seguro em acidentes? Veja o que muda na estrutura desse tipo de veículo
Carro elétrico tem mais chance de pegar fogo que a combustão? Estudo mostra
Manobra perigosa contra donos de BYD causa acidente em SP; veja riscos
Sistema One Pedal também pode ajudar a causar mais acidentes
Essa tecnologia funciona da seguinte forma: ao tirar levemente o pé do acelerador, o carro já inicia a frenagem, recuperando parte da energia usada nesse processo para a bateria. Essa é a famosa frenagem regenerativa, porém, tal tecnologia pode atrapalhar em alguns casos, principalmente com pessoas mais velhas no volante.
Carro elétrico em simulação do atropelamento
Divulgação/UDV
Segundo a UDV, a frenagem regenerativa é tão forte que, muitas vezes, o motorista nem precisa usar o pedal do freio, basta retirar o pé do acelerador que o processo de parada começa. Porém, em situações de emergência, que demandam um freada mais forte, essa tecnologia pode estar causando confusão na cabeça dos mais velhos.
Diante de um possível acidente, pessoas mais velhas acabam se confundindo e, ao invés de pisar no freio, afundam o pé no acelerador. Com isso, ao invés de tentar parar o carro, eles aceleram fundo e aumentam a velocidade do automóvel até o momento da colisão: “O estudo sugere que acostumar-se a esse estilo de direção em situações de emergência pode aumentar a probabilidade de confusão com os pedais”, afirmou a diretora da UDV.
Metade dos registros de acidentes desse tipo foram causados por motoristas com 75 anos ou mais, indicando que a confusão pode acontecer com maior frequência em pessoas mais velhas.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas ——– Fonte: Read More

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nós usamos cookies para lhe oferecer uma experiência melhor de navegação. Você concorda com a utilização de cookies?