
A Volkswagen Amarok tem preços bem menos que Chevrolet S10, Ford Ranger e Toyota Hilux similares, e até chegam a superar alguns modelos compactos novos, como a própria Saveiro, que chega a custar R$ 136.490 na versão top de linha Extreme. Já a Fiat Strada tem valores ainda mais elevados, que chegam a R$ 153.990 nas configurações Ultra e Ranch. Por isso, selecionamos três ótimas opções no mercado de usados.
Fato é que a capacidade de carga de cerca de 1 tonelada, com pequenas variações de acordo com a versão, está na média da categoria. E, apesar do projeto já ter 16 anos sem grandes atualizações, a Amarok ainda é referência em dirigibilidade: até hoje, é a caminhonete média que mais se assemelha ao de um carro de passeio nesse aspecto.
Isso é resultado de diferentes características do projeto, entre as quais o acerto de suspensão, que consegue proporcionar estabilidade surpreendente em curvas sem ter rodar desconfortável. Nesse caso, o mérito vai, também, para o sistema de tração integral do tipo permanente, que a Volkswagen chama de 4Motion: a Amarok é a única da categoria a adotar esse sistema, em vez do tradicional com acionamento eletrônico e reduzida, que roda a maior parte do tempo apenas com tração traseira.
Está interessado em comprar uma? Então, confira 3 versões usadas anunciadas a preços convidativos no Mercado Livre.
Amarok Dark Label 2016 – R$ 100 mil
Série especial Dark Label baseava-se na intermediária Trendline
Volkswagen/Divulgação
Diferentes séries especiais marcaram a trajetória da Volkswagen Amarok. Uma delas foi a Dark Label, que baseava-se na intermediária Trendline, mas acrescentava itens como santantônio na caçamba e faixas de identificação laterais. No mais, há um aparato interessante de equipamentos, que inclui quatro airbags, faróis com luz diurna de LED e freios a disco nas quatro rodas. Itens como central multimídia com tela de 6,3 polegadas compatível com Android Auto e Apple Car Play, acionamento automático de faróis e limpadores, retrovisor interno eletrocrômico e rodas de 18 polegadas eram opcionais, mas equiparam muitas unidades.
Entre 2015 e 2016, quando a série Dark Label esteve no mercado, o motor V6 ainda não havia estreado na gama. A opção mais potente, justamente a que equipava essa edição, é o 2.0 sobrealimentado por dois turbos, a diesel, que desenvolve 180 cv de potência e 42,8 kgfm de torque. Acoplados a ele, estão uma caixa automática de oito velocidades e o sistema de tração integral. Em 2015, em um teste realizado pela Autoesporte, uma unidade com essa motorização acelerou de zero a 100 km/h em 11,4 segundos.
Os números de consumo são bons para uma picape a diesel: o PBEV aponta 8,9 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada. Quanto à capacidade de carga, chega a 1.017 kg, enquanto a de reboque é de 2.400 kg. No Mercado Livre, anúncios de unidades da Volkswagen Amarok Dark Label 2015 começam com preços em torno de R$ 100 mil.
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Amarok S Cabine Simples 2019 – R$ 103 mil
Versão S, com cabine simples, tinha foco no trabalho
Volkswagen/Divulgação
Eis a opção para quem procura uma picape com foco no transporte de carga. Com cabine simples, o volume da caçamba sobe para 1.814 litros: um verdadeiro latifúndio. A capacidade de carga, de 1.139 kg, é só um pouquinho mais elevada que a da cabine dupla, mas está entre as maiores da categoria. As medidas externas são exatamente as mesmas, independentemente do tipo de carroceria.
A ressalva fica por conta do pacote de equipamentos, que é restrito ao essencial, como é comum em veículos voltados ao trabalho pesado. Há direção hidráulica, ar-condicionado manual, controles eletrônicos de estabilidade e tração, sistema de frenagem automática pós colisão e banco do motorista com ajuste de altura. Rodas de liga-leve não estavam incluídas, tampouco o sistema de som.
Já o motor é o 2.0 turbodiesel na configuração menos potente, com apenas um turbocompressor. Porém, a partir da linha 2014, as versões de entrada tiveram a potência ampliada de 122 cv para 140 cv, enquanto o torque é sempre de 34,7 kgfm. Se, por um lado, não há extravagância alguma, por outro os números são mais que suficientes para um veículo de trabalho. A Volkswagen informa um tempo de aceleração de zero a 100 km/h de 12,6 s para a Amarok Cabine Simples.
O conjunto mecânico inclui ainda câmbio manual de seis marchas, com ótimos engates, enquanto a tração pode ser integral ou traseira, mas os freios trazem sempre tambores no eixo posterior. Em consumo, o resultado é razoável, com médias de 7,9 km/l na cidade e de 8,7 km/l na estrada, de acordo com os registros do PBEV.
A Amarok Cabine Simples é bem rara: a maioria das unidades foi vendida para frotistas, de modo que encontrar uma delas em bom estado poderá exigir paciência do comprador. Um exemplar ano 2019 está anunciado no Mercado Livre por R$ 103 mil.
Amarok Highline V6 2018 – R$ 130 mil
Volkswagen Amarok V6 teve aumento de potência e torque em 2020
Divulgação
A Highline é a versão top de linha. O pacote de equipamentos impressionava oito anos atrás, mas, hoje, frente às picapes médias atuais, parece acanhado. De qualquer modo, há quatro airbags (frontais e laterais), rodas de 18 polegadas, frenagem automática pós-colisão, controles de estabilidade e tração, controladores de velocidade de cruzeiro e em descidas, assistente para partida em rampa, bloqueio eletrônico do diferencial, indicador de perda de pressão dos pneus, faróis bixenônio com luz diurna de LED, faróis de neblina, bancos revestidos em couro, ar-condicionado automático e central multimídia com tela de 6,3″ compatível com Android Auto e Apple Car Play.
O maior atrativo da Amarok, porém, não está nos equipamentos, e sim na mecânica, ao menos se sob o capô houver o 3.0 V6 turbodiesel, que estreou justamente na linha 2018. Naquele ano, ele desenvolvia 225 cv e 56,1 kgfm, mas a função overboost fazia a potência subir para 245 cv, por até 10 segundos, quando o condutor pisava fundo. Tais números já eram os mais fartos da categoria, mas, a partir de 2020, subiram ainda mais, para 258 cv (272 com o overboost) e 59,1 kgfm: as unidades mais potentes, porém, são mais caras.
Em ambos os casos, o câmbio é automático de oito marchas, e os freios empregam discos nas quatro rodas Mesmo na configuração menos potente, de 225 cv, o desempenho impressiona: a Autoesporte aferiu 7,8 s na arrancada de zero a 100 km/h em um teste realizado em 2018. Só não espere por comedimento no consumo de combustível: de acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro, as médias da Volkswagen Amarok Highline equipada com motor V6 são de 8,4 km/l em percursos urbanos e de 8,8 km/l em trajetos rodoviários.
A Volkswagen Amarok Highline tem ainda capacidade para transportar até 1.105 kg de carga e para rebocar outros 2.710 kg. O volume da caçamba é de 1.280 litros. A picape tem 5,25 m de comprimento, 3,1 m de distância entre eixos, 1,83 m de altura e 1,94 m de largura. Os preços de uma unidade Highline, ano 2018, no Mercado Livre partem de R$ 130 mil.
Volkswagen Amarok V6: a picape que acelera mais que um Golf
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Nota de transparência: Autoesporte mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, Autoesporte pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a julho de 2026. ——– Fonte: Read More
Fonte: https://autoesporte.globo.com/ultimas-noticias/
