5 carros usados híbridos para quem não procura um SUV; veja a lista


Quem procura por um carro híbrido no mercado de usados tem apenas SUVs à disposição? Felizmente, a resposta é não! Embora a oferta de hatches e sedãs com esse tipo de motorização não seja lá tão ampla, existem, sim, boas opções à venda, e por preços até acessíveis: alguns modelos são anunciados por menos de R$ 100 mil no Mercado Livre, enquanto outros vão só um pouquinho além desse valor.
Neste listão, entraram apenas veículos híbridos-plenos (HEV) ou do tipo plug-in (PHEV): os híbridos-leves, que não apresentam redução tão expressiva no consumo de combustível em relação aos similares puramente a combustão, ficaram de fora. No entanto, cabe destacar que, no mercado de usados, também há opções desse gênero fora do segmento de SUVs.Confira, então, os sedãs e hatches elencados pela Autoesporte.
1. Toyota Prius 2017 – R$ 79.900
Prius tem conjunto mecânico semelhante ao do Corolla híbrido, mas não é flex
Toyota/Divulgação
Primeiro carro híbrido comercializado em larga escala em âmbito mundial, o Toyota Prius não foi pioneiro dessa tecnologia no Brasil. Ainda assim, quando desembarcou no país, 2013, já na terceira geração, tecnologias de eletrificação ainda eram raras. A linhagem seguinte chegou ao país em 2016 e passou por uma reestilização em 2018, mas deixou de ser importada em 2021, devido à concorrência interna com o Corolla. A indicação aqui é por veículos da última safra, mais novos e, consequentemente, menos propensos a dores de cabeça. No Mercado Livre, há unidades 2017 anunciadas por preços a partir de R$ 79.900.
O conjunto mecânico do Prius é semelhante ao do Corolla Hybrid. O motor a combustão do Prius é 1.8 16V que funciona em ciclo Atkinson. Ele desenvolve, sozinho, 98 cv e 14,5 kgfm. A unidade elétrica, por sua vez, gera 72 cv e 16,6 kgfm. A potência combinada é de 122 cv, mas a Toyota não informa o torque combinado. O câmbio é o chamado e-CVT, que emprega uma engrenagem planetária central e não tem relações definidas de marchas.
Como em qualquer veículo híbrido-pleno, não há a possibilidade de recarregar diretamente na rede elétrica: é o próprio motor a combustão que gera energia para a bateria, que, no caso, tem 1,3 kWh de capacidade. Assim, a propulsão em modo totalmente elétrico fica restrita a manobras ou a situações de baixa velocidade. O sistema trabalha sem intervenção direta do motorista, que tem como única preocupação encher o tanque, como em um veículo a combustão.
A diferença é que, ao contrário do que acontece com o Corolla, o Prius não tem tecnologia híbrida-flex e, assim, só permite abastecimentos com gasolina. O consumo é muito baixo: de acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro, as médias chegam a 18,9 km/l na cidade. Mesmo estrada, onde o motor a combustão trabalha praticamente o tempo todo, o índice ainda é de 17 km/l. E o modelo foi ainda melhor na aferição da Autoesporte, onde marcou 24,4 km/l no território urbano e 21,3 km/l no rodoviário. Quanto ao desempenho, o nosso teste indicou 11,4 segundos de 0 a 100 km/h. A tocada é tranquila, com acertos macios para a suspensão e a direção.
Com 4,54 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,49 m de altura e 2,70 m de distância entre eixos, o Toyota Prius não tem porte exagerado para as grandes cidades e, ao mesmo tempo, exibe um habitáculo amplo. No banco traseiro, as acomodações dão direito a espaço generoso para as pernas. Já o porta-malas, de 412 litros, não chega a se destacar, mas a tampa, que envolve o vidro, abre um vão gigantesco, que permite a entrada de grandes objetos. O padrão de acabamento é semelhante ao do Corolla; ou seja, é bom.
Entre os equipamentos, o Toyota Prius traz um bom pacote. Há ar-condicionado digital com duas zonas, bancos dianteiros com aquecimento, carregador sem fio para celulares, central multimídia com tela de 7 polegadas e câmera de ré, head-up display, faróis e lanternas de LED, limpadores de pára-brisa com acionamento automático, controles de tração e de estabilidade e sete airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista).
Toyota Prius Prius
2. Ford Fusion Hybrid 2016 – R$ 79.900
Ford Fusion foi o primeiro carro vendido no Brasil a oferecer motorização híbrida
Divulgação/Ford
Talvez você não se lembre, mas o primeiro carro híbrido a chegar ao Brasil foi o Ford Fusion, no distante ano de 2010, quando a gama ainda estava na primeira geração. A segunda linhagem veio em 2012 e manteve a versão com tecnologia eletrificada até o fim das importações para o país, que ocorreram em 2019. Atualmente, é possível encontrar unidades produzidas em 2016 (ou seja, com 10 anos de uso) por R$ 79.900 no Mercado Livre.
Tal qual o Toyota Prius, o Ford Fusion é um híbrido-pleno, sem recarga direta na rede elétrica. O motor a combustão também trabalha em ciclo Atkinson, só que é um 2.0, que entrega até 143 cv e 17,8 kgfm. Já o motor elétrico desenvolve 120 cv e 18 kgfm: a potência combinada é de 190 cv, mas o torque combinado não é informado pelo fabricante. A bateria tem 1,4 kWh de capacidade, e o câmbio também emprega uma engrenagem planetária central.
Com esse conjunto, o Ford Fusion acelera de zero a 100 km/h em 9,3 s, de acordo com o fabricante. E é econômico: o PBEV indica consumo de 16,6 km/l em percursos urbanos e de 15,1 km/l em trajetos rodoviários, sempre com gasolina, único combustível que o motor 2.0 consome. Há suspensão multilink na traseira, que dá desenvoltura em curvas, mas o peso de 1.670 kg torna o sedã mais apto a uma rodovia duplicada que a uma estradinha serrana.
O Ford Fusion é um carro grande, de nada menos que 4,87 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,48 m de altura e 2,85 m de distância entre eixos. O lado bom de toda essa corpulência é o espaço interno generosíssimo, capaz, inclusive, de acomodar confortavelmente três adultos no banco traseiro. Porém, o porta-malas tem só 392 l, pois é parcialmente ocupado pelas baterias (nas versões puramente a combustão, são 514 l).
A motorização híbrida era vinculada unicamente à versão top de linha Titanium. Assim, a lista de equipamento é generosa: inclui chave presencial com partida remota, oito airbags (frontais, laterais, do tipo cortina e para os joelhos dos ocupantes dianteiros), retrovisor interno eletrocrômico, estofamento revestido de couro, assistentes de manutenção de faixa e de descida, sistema de estacionamento automático, controle adaptativo da velocidade de cruzeiro, alerta de colisão, detector de pedestres, monitor de ponto cego e rodas de liga leve de 18 polegadas. Os modelos 2017 contam com um facelift, mas sairão um pouco mais caros.
Ford Fusion Hybrid Titanium Fusion Hybrid Titanium
3. Lexus CT 200h 2018 – R$ 110 mil
O Lexus CT 200h tem dirigibilidade afiada
Divulgação/Lexus
Sim, o modelo de marca premium na relação de híbridos usados que não são SUVs. E, ainda por cima, um hatch médio: o Lexus CT 200h, que chegou ao país praticamente junto com o Toyota Prius, em 2013, e passou por uma discreta reestilização em 2018. A comercialização no Brasil, porém, cessou em 2020. Os baixos números de vendas limitam a oferta de veículos usados, mas é possível encontrar exemplares dos anos 2017 e 2018 anunciados por entre R$ 110 mil e R$ 112 mil no Mercado Livre.
O conjunto mecânico do CT 200h é semelhante ao do Prius: natural, já que a Lexus é a marca de luxo da Toyota. O conjunto também é híbrido-pleno, capitaneado por um motor 1.8 a gasolina, mas a potência combinada é um pouco maior, de 136 cv. Mais uma vez, o torque combinado não é informado.
Curiosamente, o Lexus foi mais lento que o Prius em nosso teste de aceleração: 12,6 s de 0 a 100 km/h – mais parelho com a geração anterior do Toyota. Por sua vez, o consumo é mais alto, com médias de 15,7 km/l na cidade e 14,2 km/l na estrada, segundo o PBEV. As suspensões, com arquitetura multilink no eixo traseiro, têm calibração mais firme em relação ao Prius e ao Corolla e proporcionam esportividade, o que inclui ótima estabilidade em curvas.
O Lexus CT 200h é o menor carro desta lista: tem 4,35 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,45 m de altura e 2,60 m de distância entre eixos. Apesar de não ser exatamente pequeno, o interior dispõe de pouco espaço para as pernas dos ocupantes do banco traseiro. Já o porta-malas, de 375 l, tem bom volume para um hatch médio. E o acabamento é bem caprichado, com muitos materiais macios ao toque.
A partir da linha 2018, a gama do Lexus CT 200h passou a ser composta por duas versões: a básica Eco e a top, que não tinha nome específico. Ambas equipadas com ar-condicionado digital, chave presencial com botão de partida, bancos em couro, faróis de LED, central multimídia com tela de 10,3 polegadas e rodas de 16 polegadas. A configuração mais sofisticada acrescenta memória para o banco do motorista e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.
Lexus CT 200 H CT 200 H
4. Toyota Corolla Hybrid flex 2020 – R$ 119.900
Versão híbrida chegou ao mercado com a atual geração
Divulgação/Toyota
Primeiro híbrido produzido no Brasil, o Toyota Corolla ganhou esse tipo de motorização junto com a chegada da atual geração (a 12ª em nível global) ao mercado, em 2019. Desde então, não houve qualquer mudança técnica ou de estratégia comercial: vale lembrar que, além da motorização eletrificada, a gama permanece disponibilizando, em paralelo, uma unidade 2.0 a combustão. Unidades do primeiro ano-modelo, 2020, são anunciadas no Mercado Livre por valores a partir de R$ 119.900.
Com exceção da tecnologia flex, a mecânica é idêntica à do Prius. Há um motor 1.8, capaz de desenvolver 101 cv com gasolina e 98 cv com etanol, além de 14,5 kgfm com ambos os combustíveis. A unidade elétrica gera até 72 cv e 16,6 kgfm. A potência combinada, porém, é sempre de 122 cv, e a Toyota não informa o torque combinado. O conjunto mecânico inclui ainda um sistema de suspensão traseira independente do tipo multilink, que deu à atual geração um rodar mais confortável e, ao mesmo tempo, mais estável. Ainda assim, não é um carro que evoca esportividade ao volante.
Em um teste publicado pela Autoesporte em agosto de 2024, o Corolla Hybrid acelerou de zero a 100 km/h em 11 s. Se, por um lado, o desempenho não chega a se destacar, por outro, o consumo é digno de elogios. Dados do PBEV de 2020 indicam médias, na cidade, de 10,9 km/l com etanol e de 16,3 km/ com gasolina. Na estrada, como é comum nesse tipo de veículo, os índices caem para 9,9 km/l (E) e 14,5 km/l (G).
O atual Toyota Corolla tem 4,63 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,45 m de altura e 2,70 m de distância entre eixos. No banco traseiro, há bastante espaço para as pernas dos ocupantes, ao passo que o porta-malas, de 470 l, acomoda tranquilamente toda a bagagem de uma família. O acabamento também é bem-feito, com materiais macios ao toque no painel e nas forrações das quatro portas.
A lista de itens de série trazia itens como sete airbags, central multimídia com tela de 10″ e câmera de ré, ar-condicionado digital, chave presencial com partida remota, revestimento de couro, retrovisor interno eletrocrômico,, rodas de liga leve de 17 polegadas, farol alto automático, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência. A Altis Premium adiciona painel com acabamento bicolor, ar-condicionado de duas zonas, limpadores com acionamento automático, banco do motorista com ajustes elétricos, retrovisores laterais rebatíveis eletricamente e teto solar.
Toyota Corolla Altis Hybrid Corolla Altis Hybrid
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5. BYD King 2024: R$ 119.900
BYD King tem duas opções de motorização, ambas híbridas
Renato Durães/Autoesporte
Concorrente direto do Toyota Corolla Hybrid, o BYD King ainda é recente no mercado brasileiro: o lançamento aconteceu em 2024. No último mês de outubro, o sedã começou a ser montado em Camaçari (BA), mas ainda em esquema SKD (Semi Knocked Down), com kits de peças parcialmente desmontados, importados da China. Até o fim deste ano, a multinacional afirma que ampliará o índice de nacionalização dos produtos locais. Unidades do ano-modelo 2025 estão à venda no Mercado Livre por preços a partir de R$ 119.900.
Em vez de um sistema híbrido-pleno, como os demais veículos listados aqui, o BYD King emprega um conjunto de propulsão do tipo plug-in. Ou seja, pode ser recarregado em um wallbox e utilizado como um carro totalmente elétrico. Nesse caso, a autonomia varia de acordo com a versão: na básica GL, a bateria de 8,3 kWh permite rodar até 55 km sem auxílio do motor a combustão; na top de linha GL, a capacidade da bateria sobe para 18,3 kWh, e o alcance, para 105 km.
Por falar em motor a combustão, ele é 1.5, a gasolina, trabalha em ciclo Atkinson e desenvolve, sozinho, 110 cv de potência e 13,8 kgfm de torque. Por sua vez, o propulsor elétrico muda de uma versão para a outra. Na GL, ele gera 179 cv e 32,2 kgfm, enquanto, na GS, são 197 cv e 33,1 kgfm. Já a potência combinada é de 209 cv na versão de entrada e de 235 cv na top de linha; o torque combinado não é informado pelo fabricante. O câmbio utiliza engrenagem planetária central, como é comum em modelos híbridos.
Toda essa potência fica muito evidente quando o motorista pisa no acelerador. Em um comparativo publicado pela Autoesporte em agosto de 2024, o King GS acelerou de zero a 100 km/h em apenas 7,3 s, marca digna de carro esportivo. Para a versão GL, a BYD anuncia um tempo só um pouquinho mais alto, de 7,9 s, na mesma prova de arrancada. Apesar de rápido, o sedã transmite uma certa mansidão ao volante, devido, em grande parte, à suspensão traseira por eixo de torção: a calibração exibe bom compromisso entre conforto e estabilidade, sem ser esportiva.
Quanto ao consumo, o PBEV indica índices de 17,1 km/l na cidade e de 13,6 km/l na estrada para a configuração de entrada. Já para a top de linha, os registros são de 16,4 km/l e de 12,9 km/l, respectivamente. Vale lembrar que ambas só podem ser abastecidas com gasolina.
O BYD King é um quase grande — maior que o Toyota Corolla — com 4,78 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,49 m de altura e 2,72 m de distância entre-eixos. Apesar disso, o porta-malas é ligeiramente menor que o do concorrente e tem 450 litros, volume ainda condizente com o porte e o segmento.
O acabamento lembra o dos SUVs Song Pro e Song Plus: inclui tons claros e bancos esportivos, transmitindo qualidade. A versão de entrada já é bem-equipada: traz central multimídia com tela de 12,8″, instrumentos digitais com tela de 8,8″, carregador de celular por indução, ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletromecânico, câmeras com visão em 360 graus, chave presencial, banco do motorista com ajustes elétricos, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, estofamento revestido de couro e rodas de liga leve de 17 polegadas.
A GS acrescenta ajustes elétricos também no banco do passageiro, sistema de som com 8 oito alto-falantes (ante 6 na configuração de entrada), luz ambiente personalizável, ar-condicionado de duas zonas e teto solar. Em 2025, o BYD King ainda não dispunha de assistentes eletrônicos à condução, que só foram incorporados a partir da linha 2026 e, mesmo assim, só na configuração top.
BYD King King
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