Novos radares com IA geram 2,3 mil multas em apenas um mês em SP


Os radares com inteligência artificial instalados na Rodovia Raposo Tavares, entre os km 17 e 18, no acesso à cidade de São Paulo (SP), começaram a operar no dia 3 de agosto e já geraram mais de 2,3 mil multas neste período. As câmeras detectam o uso de celular ou fones ao volante e a falta do uso do cinto de segurança.
De acordo com a concessionária Ecovias, foram aplicadas 2.316 multas no trecho entre os dias 3 de agosto e 3 de setembro, sendo 1.386 ocorrências relacionadas à não utilização do cinto de segurança (59,84%). Dos flagrantes, 779 infratores são condutores e os outros 607 são passageiros. Independentemente de quem está sem o cinto, trata-se de uma infração grave, que resulta em multa de R$ 195,23 e na aplicação de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Motorista usa celular ao volante na Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo (SP)
Reprodução/Ecovias
Outras 930 ocorrências estão ligadas ao uso do telefone celular ou fones de ouvido (40,16%) — sendo 579 pelo manuseio do aparelho, 256 por mantê-lo em mãos e 94 por utilizá-lo. Neste caso, trata-se de uma infração gravíssima, que resulta em multa de R$ 293,47 e na aplicação de sete pontos na CNH.
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A Ecovias confirma que irá expandir o perímetro de fiscalização com a instalação de novos radares com inteligência artificial na Rodovia Castelo Branco, no trecho urbano que dá acesso à capital paulista. Não há data para o início desta operação.
Veja como funcionam as câmeras de monitoramento que identificam infrações
Getty Images
Vale lembrar que as câmeras, sozinhas, não são capazes de multar automaticamente. As infrações detectadas pela inteligência artificial são enviadas a uma central de monitoramento da Polícia Militar Rodoviária para análise. Só depois da aprovação de um ser humano a multa poderá ser emitida.
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Este é apenas um dos setores monitorados com o uso de IA em São Paulo. Nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, o monitoramento começou no dia 1° de julho. Embora os resultados das autuações aplicadas não tenham sido divulgados desde então, no período de testes que durou 49 dias, mais de 7,2 mil condutores foram flagrados cometendo ao menos uma infração.
Para a realização da fiscalização, além do treinamento da inteligência artificial, os radares também são mais tecnológicos. As câmeras são de última geração, melhorando a resolução das imagens, e possuem sensores infravermelhos.
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Reprodução
Existem casos em que nem a IA consegue garantir que a infração foi cometida. Um exemplo disso é quando as câmeras treinadas entendem e registram um motorista sem cinto, porém, ele está de camisa preta e a imagem não é conclusiva. Quando isso acontece e nem o policiamento pode garantir que o motorista ou passageiro não faziam o uso do equipamento de segurança, a imagem é descartada e a multa não é emitida.
Segundo a concessionária SPMar, que administra o techo do Rodoanel, o percentual de erros da IA adotada nos radares é baixo. Na maioria dos casos, o registro comprova algum tipo de infração cometida.
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