BYD Atto 2 x GAC GS4: preços, equipamentos e consumo dos SUVs híbridos


Quem quer um SUV híbrido encontra duas opções de origem chinesa com exatamente o mesmo preço: são o médio GAC GS4 e o compacto BYD Atto 2, que custam R$ 169.990. Isso, quando se compara a versão de entrada do primeiro, chamada de Premium, e a top de linha do segundo, a GS. Porém, a despeito do preço exatamente idêntico, esses modelos têm algumas diferenças bastante significativas.
BYD Atto 2 tem porte compacto, mas versão GS é a top de linha
Divulgação
Mas qual negócio vale mais a pena, então: a versão mais em conta do GAC GS4 ou a mais completa do BYD Atto 2? Pois a resposta para essa pergunta está completamente condicionada às prioridades do comprador. Por isso, é essencial conhecer tecnicamente ambos os SUVs e saber qual se encaixa melhor no perfil de utilização pretendido. Veja, então, em quais aspectos cada um deles leva vantagem.
Equipamentos
Na versão Premium, o GAC GS4 tem central multimídia com tela de 10,7 polegadas
Renato Durães/Autoesporte
Top de linha, o BYD Atto 2 GS é um pouco mais equipado que o GAC GS4 Premium, de entrada. Os dois SUVs vêm equipados com controlador adaptativo da velocidade de cruzeiro, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, assistente de mudança de faixa, alerta de pontos cegos, farol alto automático, faróis e limpadores com acionamento automático, ar-condicionado digital, chave presencial com botão de partida, banco do motorista com ajustes elétricos e interior forrado em material que imita couro.
No BYD Atto 2 GS, tela central tem 12,8 polegadas
Divulgação
O GAC GS4 Premium traz ainda bancos dianteiros com ventilação e aquecimento, telas de 7 polegadas para os instrumentos e de 10,7 polegadas para a central multimídia e rodas de liga-leve de 18 polegadas No BYD Atto 2, as rodas são de 17 polegadas, mas há ar-condicionado com duas zonas de temperatura, teto panorâmico, telas maiores, de 12,8 polegadas e de 8,8 polegadas, para a central multimídia e para os instrumentos, câmeras com visão em 360° e carregador de celular por indução.
Motorização
No GS4, motor a combustão é um 2.0 de aspiração natural
André Paixão/Autoesporte
O SUV da GAC tem mecânica do tipo híbrida plena (HEV). No GS4, o motor a combustão é um 2.0 com injeção direta, que trabalha em ciclo Atkinson: sozinho, ele desenvolve 140 cv e 18,3 kgfm. Por sua vez, a unidade elétrica entrega 182 cv e 30,6 kgfm, sendo que a bateria tem 2,1 kWh de capacidade. O fabricante divulga apenas a potência combinada, que é de 235 cv. O câmbio é automático de duas marchas com transeixo, e a tração, dianteira.
No BYD Atto 2, a motorização é híbrida do tipo plug-in (PHEV), com um motor 1.5 a combustão, equipado com injeção multiponto. Ele gera 98 cv e 12,6 kgfm tanto com gasolina quanto com etanol, enquanto a unidade elétrica é capaz de fornecer 197 cv e 33,1 kgfm. Os números combinados informados pelo fabricante são de 197 cv e 30,6 kgfm. A bateria tem 18 kWh de capacidade e proporciona um alcance, no padrão do Inmetro, de 75 km em modo totalmente elétrico. A recarga, porém, só pode ser feita em corrente alternada (AC). Já o câmbio tem uma marcha e traciona as rodas dianteiras.
Consumo e desempenho
BYD Atto 2 tem tecnologia plug-in; além disso, pode ser abastecido com etanol
Divulgação/BYD
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro, indica números de consumo parecidos para os dois SUVs, com vantagem para o Atto 2 GS, que além de ligeiramente mais econômico, também traz sistema flex. As médias com o derivado do petróleo são de 15,5 km/l e de 13,9 km/l na estrada; com etanol os números vão para 11,8 km/l e 10,7 km/l respectivamente. Já o GAC GS5 exibe marcas de 14,1 km/l no ciclo urbano e de 11,8 km/l no rodoviário, sempre com gasolina.
Quanto ao desempenho, os números são, novamente, parelhos, mas o GAC GS4 leva uma pequena vantagem: testado pela Autoesporte, o modelo acelerou de zero a 100 km/h em 8 segundos cravados, marca ligeiramente inferior à informada pelo fabricante, que é de 7,5 s. Para o BYD Atto 2, há apenas o dado oficial, que é de mais demorados 8,5 s. De qualquer modo, nenhum dos dois deixa a desejar quando o assunto é performance.
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Dimensões
Porta-malas do GAC GS4 tem 450 litros no padrão VDA
André Paixão/Autoesporte
Em porte, fica evidente que o GS4 é um SUV médio, enquanto o Atto 2 está na categoria de compactos. O primeiro tem 4,68 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,66 de altura e 2,75 m de distância entre eixos. No concorrente, são 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 de altura e apenas 2,62 m de entre-eixos. E isso traz reflexos diretos ao espaço interno, visivelmente maior no BYD, principalmente no banco traseiro, onde o vão para as pernas dos ocupantes é mais amplo: e olha que ambos dispõem de um assoalho plano. Ainda por cima, o assento também é mais largo, o que permite que três adultos se acomodem com um nível de conforto até razoável.
No porta-malas, os números parecem indicar um empate técnico, com 450 litros de capacidade no GS4 e 455 l no Atto 2. Todavia, no BYD, tal medida é feita com água, e ainda há um kit de reparos no lugar do estepe: essa última solução aproveita melhor o espaço, mas pode deixar o motorista a pé em determinadas situações. Por sua vez, o GAC, além de informar o volume do bagageiro pelo método VDA, com blocos, ainda traz um sobressalente do tipo temporário. Em relação à altura em relação ao solo, item que costuma contar pontos para o público consumidor dos SUVs, os dois empatam, com 16 cm de vão livre.
Atto 2 DM-i tem porta-malas bem menor: BYD informa volume de 455 litros, porém com água
Divulgação/BYD
Em acabamento, os dois SUVs chineses voltam a se equiparar, com um bom padrão geral. Ambos empregam revestimentos macios no painel e nas forrações das portas. O do Atto 2 tem aquele aspecto típico dos veículos BYD, com forrações em tons claros nos bancos. Por sua vez, o GAC GS5 tem aspecto mais tradicional, mas está situado em patamar semelhante em relação à qualidade dos arremates e dos materiais.
Veredito
Se o comprador precisar de espaço, a opção mais lógica é pelo GAC GS4, maior tanto por fora quanto por dentro. Ademais, ele não fará a família esperar por um reboque caso o motorista corte um dos pneus ao cair em um buraco, graças à presença do estepe. Se não houver necessidade de tanta folga a bordo, o BYD Atto 2, de porte menor, revela-se mais prático na utilização urbana. E, além de entregar mais equipamentos, ainda dá ao proprietário as possibilidades de abastecer com etanol ou de recarregar as baterias diretamente na rede elétrica.
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