Volkswagen T-Roc e Taos híbridos flex terão câmbio estilo BYD de uma marcha


Quando fez o anúncio do primeiro plano de investimentos de R$ 16 bilhões para o Brasil, em 2024, a Volkswagen anunciou uma nova plataforma para carros híbridos chamada MQB Hybrid. Na mesma lâmina da apresentação, anunciava uma “nova transmissão”. Na Europa, a primeira geração de modelos eletrificados da marca, com base no motor 1.5 TSI Evo2, vem aliada ao conhecido câmbio DSG automatizado de dupla embreagem.
Não será o caso dos dois primeiros modelos híbridos flex nacionais da marca com baterias de alta tensão, previstos para serem lançados no Brasil: a versão brasileira do T-Roc europeu (projeto Saga) e a nova geração do Taos (projeto A-SUV). O primeiro está previsto para chegar ao mercado entre o fim de 2027 e começo de 2028. O segundo, um ano depois. Ambos serão híbridos do tipo pleno (HEV). Ambos usarão a chamada plataforma MQB 37 ou MQB Evo.
Como já contamos neste outro artigo, a Volkswagen optou por equipar a picape intermediária Tukan com uma motorização híbrida leve (MHEV) de 12 volts aliada ao motor 1.0 TSI turbo flex. Já os novos T-Roc e Taos nacionais terão como protagonista o motor 1.5 TSI Evo2 de ciclo Miller, que representa uma segunda evolução em relação ao atual 1.4 250 TSI que já conhecemos. Agora, desvendamos o câmbio a ser usado pelos dois novatos.
Projeção do novo Volkswagen T-Roc brasileiro, o projeto Saga
João Kleber Amaral/Autoesporte
Autoesporte pode afirmar que os projetos Saga e A-SUV nacionais usarão um sistema de transmissão similar ao que a Honda usa nos atuais Civic, CR-V e Accord e:Hybrid. Na verdade, é também uma caixa que se assemelha à da BYD: formada por apenas uma marcha mecânica, de acoplamento por embreagem multidisco. As demais relações são preenchidas pelo conjunto elétrico.
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Funciona assim: a velocidades abaixo de 60 km/h, é sempre o motor elétrico que traciona as rodas, no chamado modo EV. No caso dos futuros Volkswagen híbridos flex nacionais, o conjunto é alimentado por uma bateria de 1,6 kWh de íons de lítio que deve ficar localizada abaixo do banco traseiro dos dois veículos.
No chamado modo Serial, o 1.5 TSI Evo2 passa a ser ativado, embora ainda desacoplado do sistema de transmissão do veículo e ligado apenas a um segundo motor elétrico, que tem função de gerador. Assim, o motor a combustão transforma ele próprio em um gerador de energia para a bateria.
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A partir de 60 km/h, entra em ação o “modo Paralelo”: a marcha mecânica se acopla ao diferencial dianteiro e o motor turbo flex começa a tracionar as rodas. Ainda assim, o motor elétrico continua atuando quando necessário a fim de incrementar a potência e o torque combinados.
O seletor do câmbio será giratório em vez de manopla no console central, também conforme descobrimos com exclusividade. Os modos de tração, portanto, ficam assim:
Modo EV: motor elétrico traciona as rodas abaixo de 60 km/h apenas com a energia da bateria de 1,6 kWh
Modo Serial: motor elétrico traciona as rodas abaixo de 60 km/h, mas com o motor 1.5 TSI Evo2 operando como gerador de energia
Modo Paralelo: a partir de 60 km/h, motor 1.5 TSI Evo2 se acopla à transmissão e passa a tracionar as rodas com auxílio pontual do motor elétrico.
Projeção do novo Volkswagen Taos híbrido baseado no Jetta VS8
Eduardo Marinheiro
Sozinho, o motor 1.5 TSI Evo2 rende os mesmos 150 cv e 25,5 kgfm do atual 1,4 TSI, porém operando em ciclo Miller e com maior nível de eficiência energética. Já o motor elétrico rende, sozinho, 170 cv, gerando os mesmos 170 cv de potência combinada, com um torque total de 31,6 kgfm.
Como contamos em julho deste ano, o Volkswagen T-Roc brasileiro será maior do que o europeu, com quase 4,50 metros de comprimento e entre-eixos entre 2,65 m e 2,70 m. O visual também terá diferenças, embora mantenha a silhueta de SUV cupê. Ainda não está certo se o nome T-Roc será mantido, algo defendido pela matriz alemã, ou se será trocado, algo sugerido pela filial brasileira.
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Já o novo Taos nacional deve manter esse mesmo nome e terá sua carroceria derivada do SUV chinês Jetta VS8, medindo cerca de 4,63 metros de comprimento, 1,85 m de largura, 1,62 m de altura e 2,73 m de entre-eixos. Assim, contará também com o mesmo painel, dotado de telas digitais gigantes.
Tanto o novo T-Roc (Saga) quanto o novo Taos (A-SUV) serão frutos do pacote de investimentos atualizado para R$ 20 bilhões até 2028 que a marca está aplicando na América do Sul.
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