4 carros ágeis para rodar na cidade a partir de R$ 45 mil


A cada geração, os carros costumam crescer alguns centímetros. Afinal, as novas linhagens sempre precisam ser mais espaçosas e seguras que as antecessoras, o que acaba afetando as dimensões externas. Assim, muitos compactos já ultrapassam os 4 metros de comprimento, marca que, em um passado não tão distante, era característica dos hatches médios.
Mas o caso é que maior nem sempre é melhor: quem circula por grandes centros e precisa estacionar em vagas apertadas sabe muito bem que um veículo subcompacto pode ser bastante vantajoso. Se você é uma dessas pessoas, então se ligue neste listão, com quatro opções de carros com menos de 4 metros de comprimento.
1. Fiat 500 2013 – a partir de R$ 45 mil
Fiat 500 chegou a ser importado da Polônia e do México, quando ganhou mais versões
Divulgação/Fiat
Eis aqui a alternativa para quem gosta de carros pequenos, com menos de 4 metros de comprimento, mas quer um interior mais caprichado e, principalmente, um design interessante. A carroceria mede apenas 3,55 metros. As demais dimensões também são contidas: 1,63 m de largura, 1,50 m de altura e 2,30 m de entre-eixos. Porém, o corpinho enxuto e curvo torna o banco traseiro quase decorativo, assim como o porta-malas, que tem 185 litros na configuração hatch e 153 l na Cabrio (conversível).
O motor é o conhecido Fire 1.4, que entrega, com gasolina, 85 cv e 12,4 kgfm e, com etanol, 88 cv e 12,5 kgfm. Para quem quer mais potência, há a opção de cabeçote 16 válvulas associado ao sistema de variação de abertura de válvulas Multiair, que eleva a potência para 105 cv com o primeiro combustível e 107 cv com o segundo, e o torque, para 13,6 kgfm ou 13,8 kgfm, respectivamente. Ou, ainda, a fogosa versão Abath, turboalimentada e sem tecnologia flex, com 167 cv e 23 kgfm. Vale lembrar do 500e, com propulsão elétrica, que é muitíssimo raro. Ele tem 118 cv, 22,4 kgfm e autonomia de 227 km nos padrões do Inmetro.
A versão mais econômica é a Cult: as médias apontadas no PBEV são de 11 km/l na cidade e de 12,7 km/l na estrada, com gasolina, e de 7,6 km/l no ciclo urbano e de 8,7 km/l no rodoviário, com etanol. Nela, o tempo de aceleração de zero a 100 km/h é de 11,8 segundos, de acordo com o fabricante. Na outra ponta da gama, o Abarth vai de zero a 100 km/h em apenas 6,9 s, mas, no consumo, não passa de 9,5 km/l em trajeto urbano e de 10,9 km/l em percurso rodoviário.
Dica para quem está de olho no 500 Cult: evite unidades equipadas com o infame câmbio automatizado Dualogic e fique com o confiável manual, de cinco marchas. Se pisar no pedal da embreagem for algo fora de cogitação, a pedida, então, é a configuração Sport Air (aquela com motor 16V) com caixa automática de seis velocidades. Já o Abarth é sempre manual.
Também convém privilegiar os veículos mexicanos, que chegaram ao Brasil a partir da linha 2012. Não que as primeiras unidades, importadas da Polônia entre 2009 e 2011, sejam problemáticas, mas é que elas têm peças mais caras e difíceis de se achar: até os amortecedores são distintos. Alguns proprietários anunciam a versão Cult manual, 2013, por R$ 45 mil no Mercado Livre.
2. Renault Kwid 2023 – a partir de R$ 46 mil
Restilização marcou a chegada da linha 2023 do Renault Kwid
Divulgação/Renault
Uma alternativa acessível para quem quer um carro com menos de 4 metros de comprimento é o Renault Kwid, lançado em 2017 e ainda fabricado no país. O subcompacto mede, de um para-choque a outro, 3,73 m, e tem 1,58 m de largura, 1,48 m de altura e 2,42 m de entre-eixos. Ao contrário dos demais, o maior problema nem é o vão para as pernas, e sim a largura do habitáculo, que faz com que, na prática, apenas duas pessoas consigam se acomodar atrás — e, mesmo nos bancos dianteiros, há pouquíssimo espaço transversal.
Por outro lado, o porta-malas, com 290 l de capacidade, chega até a ser surpreendente em relação ao porte da carroceria. Sob o capô, o motor 1.0 de três cilindros desenvolve 68 cv de potência e 9,4 kgfm de torque com gasolina, ou 71 cv e 10 kgfm com etanol. Há ainda uma versão elétrica, a E-Tech, que entrega 65 cv e 11,5 kgfm. Porém, a autonomia, no padrão do Inmetro, é de apenas 180 km e, ao contrário do restante da gama, essa configuração é importada e tem mercado mais restrito.
Com o motor de três cilindros, a Renault informa que o Kwid arranca da imobilidade até os 100 km/h em 13,2 s. E manda bem no consumo: dados do PBEV indicam, na cidade, marcas de 15,3 km/l com gasolina e de 10,8 km/l com etanol. Na estrada, as médias vão para 15,7 km/l com o primeiro combustível e 11 km/l com o segundo. Os preços de exemplares a combustão da linha 2023, já reestilizada, partem de R$ 46 mil no Mercado Livre.
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3. Fiat Mobi 2025 – a partir de R$ 60 mil
Quando equipado com o motor FireFly, de três cilindros, o Mobi traz também direção elétrica
Divulgação
Ao contrário do Up!, o Fiat Mobi conseguiu conquistar o próprio espaço no mercado, tanto que sobrevive até hoje. E olha que ele é ainda mais curto que o concorrente, com 3,59 m de comprimento, 1,66 m de largura, 1,50 m de altura e apenas 2,30 m de entre-eixos. Tal porte traz limitações ao vão para as pernas dos passageiros de trás, que é exíguo, e também para o porta-malas, de 200 l.
Quando chegou ao mercado, em 2016, o Fiat Mobi trazia unicamente o motor Fire 1.0, de quatro cilindros, que entrega, com gasolina, 71 cv e 10 kgfm, ou, com etanol, 75 cv e 10,7 kgfm. Poucos meses depois, veio a versão Drive, com o 1.0 FireFly, de três pistões, que só passou a equipar toda a gama em 2025. Nesse caso, são 72 cv e 10,4 kgfm com o primeiro combustível, além de 77 cv e 10,9 kgfm com o segundo.
A escolha por um exemplar equipado com o motor FireFly implica, além da performance ligeiramente melhor, também no conforto de uma direção elétrica: o Mobi Fire é o único da lista de carros com menos de quatro metros de comprimento que ainda tem um sistema de assistência hidráulico, associado à mecânica Fire. O desempenho também é sensivelmente melhor, com um tempo de aceleração de zero a 100 km/h de 14,7 s, de acordo com a Fiat. Mas o melhor é o consumo informado pelo PBEV, que com etanol, é de 9,8 km/l na cidade e de 10,6 km/l na estrada. O uso de gasolina melhora os números para 14 km/l nos trajetos urbanos e 15,1 km/l nos rodoviários.
A versão Drive, com motor de três cilindros, teve a opção de câmbio GSR, uma evolução do Dualogic, porém com os mesmos problemas. Prefira a caixa manual, que assim como a automatizada, tem cinco marchas. Por R$ 60 mil, já há veículos do modelo 2025, com a mecânica atualizada, anunciados no Mercado Livre.
Renault Sandero 1.6 Expression
4. Volkswagen Up! TSI 2020 – a partir de R$ 65 mil
Volkswagen up! exibe uma discreta reestilização a partir da linha 2018
Divulgação/Volkswagen
Apesar de não ter sido exatamente um exemplo de sucesso comercial, o Volkswagen Up! é um carrinho interessante. A despeito das dimensões externas bastante compactas — são 3,69 m de comprimento, 1,64 m de largura, 1,50 m de altura e 2,42 m de distância entre eixos —, o espaço para as pernas dos passageiros do banco traseiro é só um pouquinho menor que o de um Gol. E o porta-malas, de 285 l, é muitíssimo razoável.
Sob o capô, o up! traz duas opções, ambas 1.0 de três cilindros. Na conhecida como MPI, com injeção indireta e aspiração natural, a potência é de 75 cv com gasolina, chegando a 82 cv com etanol, enquanto o torque vai de 9,7 kgfm até 10,4 kgfm. São números suficientes para uma aceleração de zero a 100 km/h em 12,9 segundos, de acordo com a Volkswagen. O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) indica bons índices de consumo: com gasolina, 13,5 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada, enquanto, com etanol, 9,2 km/l e 10,2 km/l, nas mesmas circunstâncias.
Já na TSI, equipada com turbocompressor e injeção direta, a potência e o torque são bem mais animadores: 101 cv com o primeiro combustível e 105 com o segundo, além de 16,8 kgfm com ambos. E o desempenho também, com arrancada de zero a 100 km/h em 9,1 segundos, novamente com base em informações oficiais. Até o consumo é menor, com médias de 13,8 km/l na cidade e 16,1 km/l na estrada, com gasolina, e de 9,2 km/l em percursos urbanos e 10,2 km/l em rodovia, com etanol.
Os dois motores são associados a um câmbio manual de cinco marchas, mas o MPI chegou a vir também com o automatizado I-Motion. Fuja dessa última opção, que tem fama de problemática. A produção foi de 2014 a 2021. No Mercado Livre, unidades com motor TSI, do ano de 2020, estão à venda com preços a partir de R$ 65 mil.
5. Mini Cooper Hatch 2017 – R$ 75 mil
A despeito das pequenas dimensões da carroceria, o Mini Cooper Hatch é um modelo sofisticado
Divulgação/Mini
A proposta do Mini Cooper é parecida com a do Fiat 500, só que levada mais ao extremo. A despeito do tamanho, o carrinho é verdadeiramente sofisticado, com interior luxuoso e ótimo desempenho. Mas é importante destacar que a geração descrita aqui é a terceira, produzida de 2013 a 2023, com carroceria hatch de duas portas, que tem 3,85 m de comprimento, 1,73 m de largura, 1,41 m de altura e 2,49 m de distância entre eixos: a quarta e atual linhagem desses carros, pasme, superou a marca dos 4 metros e, assim, não poderia figurar na lista. O modelo em questão até acomoda quatro adultos com alguma razoabilidade, mas o porta-malas só tem 211 l de capacidade.
Na parte mecânica, até mesmo a opção menos potente da gama destoa dos demais veículos aqui enumerados: são 136 cv e 22,4 kgfm, provenientes de um motor 1.5 turbo de três cilindros. O próximo degrau é do 2.0 turbo de quatro cilindros, com 192 cv e 28,5 kgfm. Até 2018, os propulsores eram acoplados a um câmbio automático de seis marchas, mas, naquele ano, uma sutil reestilização trouxe, a reboque, uma caixa automatizada de sete velocidades, com dupla embreagem e banho de óleo.
O PBEV indica consumo de 12,1 km/l na cidade e de 13,5 km/l na estrada para o Mini Cooper 1.5 equipado com câmbio automatizado, sempre com gasolina, único combustível que ele aceita. Nessa versão, a fabricante informa aceleração de zero a 100 km/h em 7,8 s. No 2.0, as médias nem mudam tanto assim: passam para 11,6 km/l em uso urbano e 14,3 km/l em rodovia, com o mesmo combustível. Já o desempenho melhora ainda mais, com uma arrancada da imobilidade aos 100 km/h em 6,7 s, novamente de acordo com a Mini.
No topo da gama, há ainda o John Cooper Works, no qual no 2.0 turbo chega a 231 cv e 35,6 kgfm, associado a câmbios automáticos de seis ou oito marchas, a depender do ano. Não custa lembrar que a manutenção de um Mini Cooper, como a de qualquer importado mais luxuoso, não é barata. No Mercado Livre, os preços variam bastante: unidades mais antigas, do modelo 2017, custam a partir de R$ 75 mil, mas os preços podem chegar à casa dos R$ 200 mil, dependendo do ano e da motorização.
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