
O preço dos combustíveis segue elevado: de acordo com o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o valor médio do litro da gasolina em todo o território nacional é de R$ 6,62, e o de etanol, de R$ 4,13 em julho de 2026. Aos motoristas, a saída é optar por um veículo econômico. Para ajudar na hora de escolher um carros que não pese tanto no bolso, Autoesporte elaborou uma lista com cinco carros com consumo de mais de 14 km/l de gasolina na estrada.
Os números de consumo são oficiais do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE), do Inmetro. Cabe ressalvar que tais dados servem como parâmetro de comparação, mas que o gasto de combustível de um automóvel está sujeito a diversas variáveis, como o relevo, as condições do tráfego, as características da via e a maneira com a qual o motorista dirige.
Como os modelos equipados com motores 1.0 de aspiração natural frequentemente atingem essa marca, entraram na lista apenas opções mais potentes, por meio de aumento de cilindrada ou sobrealimentação com turbo. Por outro lado, há diferentes tipos de carroceria, para atender a um público diverso.
E como quem passa aperto na hora de encher o tanque também não pode, em geral, se dar ao luxo de comprar um automóvel zero-quilômetro, todos são usados ou seminovos: os valores de compra baseiam-se em pesquisas no site Mercado Livre, feitas em junho de 2026. Confira a lista:
1. Nissan March 1.6 2016 – a partir de R$ 45 mil
De acordo com o PBEV, consumo do Nissan March 1.6, na estrada, é de 14,4 km/l, com gasolina no tanque
Divulgação
Você está procurando por um carro econômico, mas com bom desempenho? Então, o Nissan March cai bem: unidades equipadas com câmbio manual de cinco marchas conseguem fazer, na estrada, 14,4 km/l com gasolina e 9,9 km/l com etanol, segundo o PBEV.
Na cidade, os números também são bons, de 12,6 km/l (g) e 8,5 (e) km/l. Ademais, o motor 1.6 16V, que desenvolve 11 cv de potência e 15,1 kgfm e torque com ambos os combustíveis, consegue mover os 982 kg do hatch com grande agilidade, tanto que a aceleração de zero a 100 km/h informada pelo fabricante é de apenas 9,3 segundos.
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O Nissan March só é contra-indicado para aqueles proprietários que precisam de espaço. Afinal, como a carroceria tem 3,83 metros de comprimento, 1,67 m de largura e 2,45 m de distância entre eixos, há limitações, em especial, para as acomodações dos passageiros do banco traseiro, e ainda para o porta-malas, cuja capacidade é de 265 litros.
Por outro lado, as dimensões compactas, associadas à direção elétrica, que vem de série, ajudam a manobrar em locais apertados. O ar-condicionado também é item padrão desde a versão S 1.6: a SV acrescenta faróis de neblina e rodas de liga leve de 15 polegadas, enquanto, na top de linha SL, há ainda ar-condicionado digital, central multimídia, câmera de ré e rodas de 16 polegadas. Sem falar nos obrigatórios freios ABS e airbags duplos.
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2. Chevrolet Onix 1.4 2018 – a partir de R$ 60 mil
Chevrolet Onix 1.4 faz 14,9 km/l de gasolina na estrada, segundo o PBEV
Foto: Divulgação
Enquanto a segunda (e atual) geração do Chevrolet Onix sofre desconfiança de parte dos consumidores devido à correia dentada banhada a óleo, a primeira linhagem goza de ótima reputação mecânica, graças aos conhecidos motores Família I, de 8 válvulas, com correia seca. Ademais, o 1.4 tem bons índices registrados no PBE: com gasolina, são 14,9 km/l na estrada e 12,5 km/l na cidade. Com etanol, o consumo vai para 8,6 km/l nos percursos urbanos e 10,2 km/l nos rodoviários. Isso quando equipado com câmbio manual, de seis marchas.
Já o desempenho é bastante honesto, pois o propulsor 1.4 entrega potências de 106 cv (e) e 98 cv (g), além de 13,9 kgfm (e) ou 13 kgfm (g) de torque, suficientes para que o hatch de 1.034 kg acelere de zero a 100 km/h em 10,5 segundos, de acordo com o fabricante.
O Chevrolet Onix é até espaçoso em relação a outros hatches compactos. A carroceria, com 3,93 m de comprimento, 1,70 m de largura e 2,53 m de distância entre eixos, consegue prover acomodações adequadas para quatro adultos, ainda que o porta-malas, de 280 l, seja não mais que razoável. Na versão LT, a lista de equipamentos inclui, além de ar-condicionado e direção elétrica, sensores de ré e central multimídia. A LTZ inclui rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina e bancos revestidos em material que imita couro. Soma-se ainda os airbags duplos e ABS.
Renault Sandero 1.6 Expression
3. Toyota Yaris Sedan 2019 – a partir de R$ 70 mil
PBEV aponta consumo rodoviário de 14,5 km/l para o Toyota Yaris Sedan, com gasolina
Divulgação
Além de econômico, se o carro pretendido precisa ter porta-malas amplo e alguns confortos extras para o proprietário e a família, que tal, então, um Toyota Yaris Sedan? Ao requisito inicial, de baixo consumo, ele atende bem, com médias de 14,5 km/l na estrada, com gasolina, e de 10,6 km/l com etanol. Em trajetos urbanos, o PBEV indica 13 km/l (e) e 9 km/l (g).
Só não espere por desempenho de carro turbo, já que o motor 1.5 de aspiração natural, que entrega 105 cv (g) / 110 cv (e) de potência e 14,3 kgfm (g) / 14,9 kgfm (e) de torque, precisa lidar com 1.150 kg de peso. A aceleração de zero a 100 km/h informada pelo fabricante é de 11,8 s.
O habitáculo do Yaris Sedan está acima da média do segmento de compactos: o entre-eixos de 2,55 permite que os passageiros do banco traseiro viajem sem aperto para as pernas. O porta-malas também é generoso, com 473 litros. O comprimento total é de 4,42 m, e a largura, de 1,73 m.
Quanto aos equipamentos, a versão XS já traz ar-condicionado, direção elétrica, faróis de neblina e rodas de liga-leve de 15 polegadas. A XL Plus Tech passa a incluir central multimídia com tela de 7 polegadas e chave presencial com botão de partida. Por fim, a XLS acrescenta retrovisores com rebatimento elétrico, volante com shift-paddles e câmera de ré. Todas têm controles de estabilidade e tração, mas somente a XLS traz sete airbags – frontais, laterais dianteiros, de cortina e para os joelhos do motorista.
4. Volkswagen Virtus 200 TSI 2021 – a partir de R$ 75 mil
Com o motor 200 TSI, o consumo do Volkswagen Virtus, segundo o PBEV, é de 14,6 km/l, com gasolina
Divulgação/Volkswagen
Opção para quem quer um sedã com porte superior ao de um compacto, mas ainda assim econômico, o Volkswagen Virtus faz, na estrada, 14,6 km/l com gasolina e 10,2 km/l com etanol. Já na cidade, as marcas indicadas pelo PBEV são de 11,2 km/l (g) e 7,8 km/l (e).
Tais números dizem respeito às versões equipadas com o motor 1.0 turbo conhecido como 200 TSI, capaz de desenvolver 116 cv (g) / 128 cv (e), além de 20,4 kgfm de torque com ambos os combustíveis. O conjunto, que também inclui um câmbio automático de seis marchas, ainda proporciona desempenho bem decente: o tempo informado pelo fabricante para a aceleração de zero a 100 km/h é de 9,9 s.
Outro ponto alto do Volkswagen Virtus é o espaço interno, muito próximo ao de um sedã médio, graças ao entre-eixos de 2,65 m, que abre um amplo vão para as pernas dos ocupantes do banco traseiro. O porta-malas também é digno de modelo de categoria superior, com 521 l. Já o comprimento total chega a 4,56 m: só mesmo a largura, de 1,75 m, faz lembrar que a base do projeto é o Polo. E nem por isso o peso do veículo, de 1.192 kg, é exagerado, ainda mais diante do seu porte.
A versão Comfortline vem de série com quatro airbags, direção elétrica, ar-condicionado, central multimídia e rodas de liga leve de 15 polegadas, enquanto a top de linha Highline inclui ainda chave presencial, ar-condicionado digital, rodas de 16 polegadas, sensores de ré e assistente de partida em rampa.
5. Fiat Pulse T200 2022 – a partir de R$ 85 mil
Fiat Pulse Impetus 2022 é o mais potente da lista e, ainda sim, é econômico
Divulgação/Fiat
Via de regra, não é fácil ver um SUV ou um crossover com consumo superior a 14 km/l nas tabelas do PBEV, a menos que ele tenha alguma tecnologia de eletrificação. Isso porque a carroceria elevada prejudica a aerodinâmica, enquanto os pneus maiores potencializam as perdas por atrito. Porém, um modelo que consegue se mostrar econômico a despeito da maior altura em relação ao solo é o Fiat Pulse.
E nem precisa ser a versão híbrida: com a motorização T200 puramente a combustão, ele já faz 14,4 km/l na estrada, com gasolina, e 10,2 km/l com etanol. Na cidade, as médias vão para 12 km/l (g) e 8,5 km/l (e). O mérito é do motor 1.0 turbo com injeção direta, que entrega 125 cv (g) / 130 cv (e) de potência e 20,4 kgfm de torque com ambos os combustíveis, e também do câmbio automático do tipo CVT, com sete marchas simuladas.
De quebra, esse conjunto também obtém bons resultados em desempenho: o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h informado pelo fabricante é de 9,4s. E olha que o peso, de 1.234 kg, nem é tão contido assim. O Fiat Pulse não é exatamente amplo.
O espaço interno é similar ao do Argo, que originou o projeto, e permite que quatro adultos se sentem sem aperto — mas nada muito além —, em função da carroceria com apenas 4,09 m de comprimento, 1,77 m de largura e 2,53 m de distância entre eixos. O porta-malas também fica em um nível apenas razoável: a Fiat informa um volume de 370 l para o compartimento, porém com medição por líquido, e não com blocos, que balizam o padrão VDA, mais universal.
Quanto aos equipamentos, desde a versão Drive, há quatro airbags, central multimídia com tela de 8,4 polegadas, ar-condicionado digital e faróis em LED. A configuração Audace dá direito a shift-paddles no volante, chave presencial com partida por botão, carregador de celular por indução e câmera de ré. Por fim, a top de gama Impetus inclui painel digital com tela de 7 polegadas, central multimídia com tela de 10,1 polegadas, rodas aro 17 e bancos revestidos em material que imita couro.
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Fonte: https://autoesporte.globo.com/ultimas-noticias/
