Achado usado: Kombi Carat foi a mais luxuosa já feita e hoje custa R$ 250 mil


A Volkswagen Kombi é um veículo projetado para o trabalho, mas, dentre as inúmeras versões, configurações e séries especiais, uma, sem dúvida, ficou marcada pelo luxo: a Carat (em português, quilate). Produzida a partir de 1997, na transição da carroceria com teto elevado em 11 cm e portas corrediças, a van foi uma resposta da marca contra as modernas Kia Besta e Asia Topic.
Autoesporte encontrou um exemplar à venda da Volkswagen Kombi 1999/1999, o último ano da Carat na cobiçada cor Azul Atlanta. Localizada em Chapecó (SC), a perua se encontra à disposição do colecionador Leandro Bertotti, do perfil no Instagram Auto_Totti.
Volkswagen Kombi Carat 1999 tem entreeixos de 2,4 m
Auto Totti
“A nossa Carat passou por um processo minucioso de restauração que inclui uma pintura nova azul, pois, quando eu a comprei, era branca original de fábrica”, detalha Totti.
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No entanto, a parte interna estava quase perfeita e só precisava acertar detalhes como a troca de espuma dos assentos dianteiros e forro de porta, que foi consertado. Fora isso, só a desmontagem de todas as partes de acabamento e bancos para uma limpeza detalhada, mas o revestimento do teto não foi retirado, só limpo.
Volkswagen Kombi Carat 1999 tem capacidade para até sete pessoas
Auto Totti
Segundo Leandro, esse carinho e esmero com a renovação da Kombi Carat demorou cerca de um ano, mas valeram cada tempo e dinheiro investido, apesar dos obstáculos encontrados no caminho.
“Os maiores desafios foram encontrar peças originais para o modelo especial, a exemplo do para-brisa degradê com o logo da ‘VW’ e das lanternas traseiras com pisca fumê, que só saiu na Carat”, exemplifica o empresário chapecoense.
Como foi aperfeiçoada a joia da coroa?
Consumo urbano do Volkswagen Kombi Carat 1999 é de 7,5 km/l
Auto Totti
Totti relata que foram feitos alguns aperfeiçoamentos na parte de suspensão e do câmbio, o qual teve a relação de marchas substituída por outra mais eficiente. Foram alterações que, na prática, deixaram a Kombi mais macia, silenciosa e confortável para o uso diário ou em viagens mais longas, sem causar fadiga.
“Durante a restauração, fiz algumas melhorias visando o conforto, substituindo a tradicional suspensão dianteira por embuchamento (com pino central e graxeiras) por pivô, e a relação de marchas trocada pela da Kombi refrigerada a água”, explica.
Sistema de som toca-fitas do Volkswagen Kombi Carat 1999 era opcional
Auto Totti
A cereja do bolo foi a adição de um conta-giros desenvolvido pela empresa RKR de Mogi das Cruzes (SP) sob medida para a van, assegurando melhor eficácia nas trocas de marchas e a consequente economia de combustível.
A transmissão manual de quatro posições com o novo esquema de marchas propiciou ao velho motor boxer a ar, com seus 56 cavalos de potência e torque de 11,3 kgfm, um funcionamento mais silencioso, principalmente nas estradas a 80 km/h.
A pedida pela Volkswagen Kombi Carat, segundo Leandro Totti, é de R$ 250 mil, uma joia rara medida em quilates como essa que não se vê todo dia por aí.
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Como é a Kombi Carat?
Volkswagen Kombi Carat 1999 foi o último modelo com a cor Azul Atlanta
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A Kombi Carat (cuja nomenclatura em inglês se traduz para quilate) foi uma forma de elevar a van rústica a um patamar mais elevado. Tal estratégia fez com que a perua ficasse marcada para a história por ser considerada por muitos colecionadores a melhor versão do veículo com o maior tempo de produção no Brasil.
A diferença externa da popular van era destacada pela janela traseira esquerda corrediça, vidros verdes com para-brisa degradê, desembaçador do vidro traseiro, lanternas traseiras somente com o pisca fumê, piscas dianteiros na cor cristal e calotas exclusivas (herdadas da Caravelle Mexicana no ano de 1995 e da VW Transporter T4 Alemã de 1991 a 1994).
Volkswagen Kombi Carat 1999 conta com cÂmbio manual de quatro marchas
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Por dentro, visando o conforto, a Carat tinha a capacidade de transportar sete pessoas (o motorista e mais seis passageiros), ao contrário da Kombi tradicional, que carregava o condutor e mais oito pessoas. A acomodação estava assegurada pelos confortáveis bancos aveludados (Navalhado Búzios Cinza) das versões topo de linha do Santana e da Quantum.
Ainda no aconchegante interior, a Carat se diferenciava das outras Kombis pelas quatro alças de segurança no teto, espelho de cortesia no para-sol direito, laterais das portas dianteiras em vinil com ilha de tecido. Já no banco central de dois lugares havia descanso-braço do lado direito, apoio de cabeça para todos os passageiros, assoalho forrado em carpete, entre outros detalhes. O único opcional era o sistema de som composto de rádio toca-fitas (Volksline DC249, sendo substituído em 1998 pelo modelo DC349).
Motor do Volkswagen Kombi Carat 1999 está localizado na aprte de trás do veículo
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Na parte mecânica, o motor 1.600 refrigerado a ar de 58 cv e torque de 11,3 kgfm, alimentado por dois carburadores, era o mesmo das Kombis normais. A partir do dia 1.º de janeiro de 1998, devido à nova legislação de emissão de poluentes, o propulsor passou a contar com a injeção eletrônica multiponto.
Mas, com tantas evoluções em um projeto tão antigo, a Kombi Carat não sobreviveu por muito tempo, já que a maior parcela de vendas estava focada nas frotas escolares e de empresas. De 1997 a 1999, foram fabricadas apenas 1.004 unidades, sendo 750 na cor branca e as demais divididas em Azul Atlanta (esse exemplar), Azul Netuno, Verde Java, Verde Saturno e Vermelho Clássico. Hoje se transformou em uma peça de coleção cobiçadíssima em qualquer canto do mundo.
Volkswagen Kombi Carat 1999 tem traças nas rodas traseiras
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