
Além dos planos para cortar até 100 mil empregos e fechar quatro fábricas na Europa, a Volkswagen deverá tomar outras medidas para sair da crise que enfrenta desde 2024. De acordo com reportagem do jornal Financial Times, uma das possibilidades em discussão é a negociação de marcas valiosas como parte de uma estratégia para reduzir custos e levantar fundos. Dentro desse cenário, Lamborghini e Ducati podem ser colocadas à venda.
Ainda segundo o jornal, a ideia ganhou força depois da venda bem-sucedida de uma participação majoritária da Volkswagen na empresa de motores marítimos Everllence. O negócio alcançou avaliação superior à esperada, mas os recursos obtidos serão rapidamente consumidos pelos custos do amplo programa de reestruturação anunciado pela empresa. Em razão disso, é necessário levantar fundos a partir de outras fontes.
Lamborghini Urus SE Performante tem 812 cv e alcança 312 km/h
Divulgação
+ Quer receber as principais notícias do setor automotivo pelo seu WhatsApp? Clique aqui e participe do Canal da Autoesporte
No caso da Ducati, a venda direta para outro grupo ou fundo de investimentos é vista como a alternativa mais provável. A fabricante de motos italiana já esteve cotada para ser vendida no passado e, embora seja altamente prestigiada, não compartilha tantas tecnologias com o resto dos carros do grupo. A marca está no grupo Volkswagen desde 2012, quando foi adquirida por meio da Audi ao preço de US$ 909 milhões (R$ 4,7 bilhões).
Já no caso da Lamborghini, a possibilidade de venda direta é menos provável, especialmente pelo fato de ser uma marca extremamente lucrativa (gerou quase US$ 900 milhões de lucro em 2025). A estratégia mais aceita é a abertura de capital, ou seja, oferta de ações no mercado, exatamente como aconteceu com a Porsche em 2022. Com a manobra, o grupo levantaria alguns bilhões sem perder o controle da fabricante.
Ducati está sob o comando do grupo Volkswagen desde 2012
autoesporte
Até o momento, a Volkswagen tem evitado comentar oficialmente os rumores. De todo modo, analistas de mercado apontam que a pressão financeira atual deve obrigar a empresa a tomar medidas severas nos próximos meses.
Initial plugin text
Volkswagen está em crise desde 2024
A crise hoje vivenciada pela Volkswagen começou em razão dos resultados comerciais negativos registrados na China. Ao longo de 2024, a empresa viu suas vendas encolherem consideravelmente no país, que até então era considerado sua “galinha dos ovos de ouro”. A perda de espaço foi ocasionada principalmente pelo avanço de fabricantes locais, que passaram a ter a preferência do consumidor chinês.
Volkswagen T-Roc Cabriolet vai sair de linha e fábrica na Alemanha tem futuro incerto
Divulgação
Para piorar, a empresa também perdeu vendas na Europa, sua terra natal. Na região, a montadora encolheu depois da pandemia e provavelmente não voltará ao patamar comercial de antes. Com esse recuo, deixou de vender pelo menos 500.000 carros por ano, afetando diretamente as previsões de lucro e gerando ociosidade nas fábricas.
Em junho, a Volkswagen confirmou que vai descontinuar modelos com baixo volume de vendas e cortar versões em excesso na Europa. O objetivo é simplificar o portfólio e, ao mesmo tempo, racionalizar custos. Com isso, o número de plataformas e arquiteturas eletrônicas será reduzido. A prioridade será investir em carros lucrativos e com altos volumes de vendas.
E no Brasil?
Volkswagen Tukan chega em 2027 para suceder a Saveiro e brigar com a Fiat Strada
Divulgação
No Brasil, vale lembrar, as operações da Volkswagen seguem em pleno andamento. A marca está investindo R$ 16 bilhões no desenvolvimento de uma série de projetos no país e prepara breve a chegada de diversos lançamentos. É o caso da picape Tukan e de dois novos SUVs híbridos.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.
Mais Lidas ——– Fonte: Read More
Fonte: https://autoesporte.globo.com/ultimas-noticias/
