
Em julho deste ano, noticiamos que a Volkswagen vai mudar pela segunda vez o local de produção do sedã Virtus no Brasil. Inicialmente, o três-volumes era fabricado em São Bernardo do Campo (SP), mas teve sua linha integralmente migrada para São José dos Pinhais (PR). A partir de 2027, a montagem retornará para o ABC Paulista, a fim de abrir espaço no complexo paranaense para a picape intermediária Tukan.
Vendido atualmente na linha 2026, o Volkswagen Virtus voltará a ser manufaturado no ABC Paulista já em janeiro do ano que vem, e deve passar então ao ano-modelo 2027. Também será só na mudança de fábrica que o sedã compacto receberá o câmbio automático de oito marchas da Aisin que já foi aplicada ao Tera 2027 e ao T-Cross 2027, sempre ligado ao motor 200 TSI 1.0 turbo flex de até 128 cv de potência e 20,4 kgfm de torque.
No atual portfólio de versões, o Virtus brasileiro utiliza a motorização 200 TSI nas versões Comfortline e Highline, com câmbio de seis marchas da mesma fornecedora, a caixa AQ200. A tendência é que essas duas configurações passem a ter oito velocidades. Já o Virtus TSI, cujo mesmo motor rende 116 cv e 16,8 kgfm, manterá o câmbio manual de cinco marchas.
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A troca deve ser sincronizada com a de outro compacto da Volkswagen construído sobre a plataforma MQB A0, o Nivus, que já é produzido na fábrica da Rodovia Anchieta. Assim, os produtos da unidade de São Bernardo serão os últimos a adotar o câmbio automático de oito marchas, possivelmente devido a ajustes nos processos produtivos.
O reinício da produção do Virtus no ABC aproveitará o espaço que o fim de linha da Saveiro vai gerar na unidade. A fabricante segue trabalhando com dois turnos cheios mais horas extras no complexo para formar o maior estoque possível da Saveiro até o último trimestre deste ano, quando sua produção será encerrada.
Volkswagen Virtus: linha de produção vai voltar para São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista
Divulgação/Autoesporte
A migração do Virtus em período tão rápido só será possível pois, graças à aplicação da plataforma MQB A0 em todas as suas fábricas brasileiras, a empresa adotou uma estratégia produtiva modular, que permite transitar seus modelos nacionais entre diferentes fábricas e, assim, evitar tanto a ociosidade de uma determinada linha quanto um volume em excesso em outra. Com isso, tanto São Bernardo e São José dos Pinhais quanto Taubaté (SP) trabalham quase sempre em dois turnos.
Outro exemplo dessa flexibilidade é a produção compartilhada do Polo entre o ABC e Taubaté. Para deixar mais espaço para o Tera na unidade do interior paulista, toda a produção do Polo Track ocorre na fábrica da Anchieta, enquanto as versões TSI são fabricadas em Taubaté.
Volkswagen Virtus vendido no Brasil visto de traseira
Autoesporte
Voltando ao Virtus, nossas apurações indicam que toda a produção do sedã deve ser migrada de volta para São Bernardo do Campo, ao lado de Nivus e Polo Track. Assim, São José dos Pinhais deve ficar integralmente com os modelos T-Cross e Tukan.
Na linha 2026, o Volkswagen Virtus é vendido no Brasil em cinco versões, com preços entre R$ 114.390 e R$ 176.690 e três tipos de motorização. Nas versões Sense e TSI, o motor é o 1.0 turbo flex de três-cilindros com 12 válvulas e injeção direta, na calibração de 116 cv de potência e 16,8 kgfm de torque com qualquer combustível. O câmbio pode ser manual de cinco ou automático de seis marchas.
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Nas intermediárias, Comfortline e Highline, esse mesmo motor 1.0 turbo flex da família EA211 passa a render até 128 cv de potência com etanol na especificação 200 TSI. O torque máximo sobe a 20,4 kgfm com gasolina ou o combustível de origem vegetal. Aqui, o câmbio é sempre automático.
Por fim, na versão Exclusive o Volkswagen Virtus traz o veterano motorização 250 TSI, formada pelo motor 1.4 turbo flex de quatro cilindros e 16 válvulas, que alcança 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. A caixa também é automática de seis velocidades.
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